Um sino construído em 1793, que há muitos anos ocupava um espaço no passeio junto ao Cartório Paroquial, foi agora restaurado, aguardando apenas disponibilidade de tempo e 'força' para elevar os seus 155 quilogramas, para o topo da torre sineira da igreja matriz de Grândola.
domingo, 28 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Inauguração do Museu de Arte Sacra de Grândola
No dia 23 de Agosto de 2011, realizou-se a inauguração do Museu de Arte Sacra de Grândola. A cerimónia iniciou-se pelas 19:00 horas com uma sessão no Cine-Teatro Grandolense, em que participaram: D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja; Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola; Professor José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja; Pe. Manuel António do Rosário, Pároco de Grândola.
No decorrer da sessão, a Diocese de Beja procedeu à entrega da condecoração Cruz de S. Sisenando, ao Dr. Hermann Reidl, Director dos Museus da Diocese de Ratisbona, na Baviera (Alemanha), é perito da Santa Sé para o património e é um dos maiores especialistas a nível da Europa, neste campo. A ele se deve em grande parte a Exposição Rosa Mystica, dedicada a Nossa Senhora, que teve lugar na Alemanha, na primeira década deste século, e que teve como imagem principal a Imagem de Nossa Senhora de Conceição, em Terracota, que se encontra no nosso Museu de Arte Sacra, pelo excelente trabalho em prol do património e da cultura.
Palavras do Rev. Padre Manuel António do Rosário:
* Ex.mo e Rev.mo Senhor D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja;
* Ex.mo Senhor, Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola;
* Ex.mo Prof. José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja;
* Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
* Ex.mos Senhores Vereadores;
* Ex.ma Senhora Presidente da Junta de Freguesia e Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia;
* Ex.mo Senhor Dr. Ceia da Silva, Presidente do Turismo do Alentejo;
* Ex.mo Senhor Eng. Vitor Silva, meu grande amigo;
* Ex.mo Senhor Dr. Hermann Reidl e família;
* Ex.ma Senhora Deputada Municipal Sónia Reis;
* Ex.mo Senhor Prof. Manuel Morão;
* Ex.mo Senhor Presidente da Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul;
* Ex.mo Senhor Presidente do Montepio Geral;
* Ex.mo Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Antoine Velge, Presidente da Fundação Velge e responsável da Sapec;
* Ex.mo Senhor Comandante dos Bombeiros Voluntários de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Germesindo;
* Ex.mo Senhor Manuel Gaio;
* Reverendos Sacerdotes aqui presentes, Cón.º Virgínio Tribanas, Pe. José Maria Coelho e Pe. Francisco Encarnação;
* Estimadas Instituições e Associações, forças vivas da comunidade grandolense, aqui representadas e perdoem-me não as enunciar todas;
* Comissões Fabriqueiras das Paróquias de Grândola, Santa Margarida da Serra e de Azinheira dos Barros-Lousal;
* Ex.mos Jornalistas aqui presentes;
* Caríssimos cristãos destas três Paróquias que me estão confiadas;
* Minhas Senhoras e meus Senhores.
A instalação de uma colecção permanente com peças de Grândola, Santa Margarida da Serra e Lousal, na Igreja de S. Sebastião, Museu de Arte Sacra, coroa o esforço feito aquando da Exposição Locus Jacobi, tal como tive ocasião de referir no dia 5 de Fevereiro e concretiza um sonho, que Deus quer e que, por isso, se torna hoje realidade.
Este dia é também de grande importância porque nos permitirá conhecer visualizando, através de uma viagem à nossa memória colectiva, as raízes profundamente cristãs das nossas comunidades, desde a sua génese até à actualidade, reflectidas em arte que louva a Deus e eleva o espírito humano para o belo, para o transcendente.
O despertar da memória colectiva parece-me ser, aliás, um valor crucial nestes tempos que correm, pois, um povo sem memória, não tem futuro, é órfão de uma identidade própria e, por isso, deixar-se-á facilmente diluir por aparências de modernidade e desenvolvimento, e pelo imediatismo que ameaça deixar-nos mais superficiais, materialistas e pobres.
Mas este dia, atrevo-me também a dizer, responsabiliza-nos a todos na preservação, valorização e segurança deste património. De facto, são muitas as ameaças que pairam hoje sobre ele, oriundas de diferentes campos, e a tentação de o esconder em vez de o mostrar é muito grande, como compreenderão. Hesitámos, pois, sobre o que fazer, mas optámos por aquilo que nos pareceu mais correcto e benéfico para todos, na certeza de que contaremos com o vosso apoio e o vosso empenho.
Este momento é de igual modo adequado para agradecer os apoios que tivemos ao longo de todo este processo.
A primeira palavra deve ser dirigida ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Beato, apoiante entusiasta desde a primeira hora. Mas não gostaria de omitir aqui o papel dos Senhores Vereadores, nomeadamente da Senhora Vereadora Graça Nunes, dos técnicos e dos funcionários do Município, e permitam-me salientar a Eng. Paula Brito, a Dr.ª Isabel Revez, a Dr.ª Célia Costa, o Dr. Jorge Rodrigues e as equipas por eles chefiadas. Quero ainda salientar e agradecer ao Senhor Libânio, ao Senhor Arnaldo e aos trabalhadores do Município que foram imprescindíveis neste projecto;
Uma palavra deve ser dirigida à Sapec e quero fazê-lo na pessoa do Dr. Antoine Velge, a quem devemos a doação da Igreja do Lousal à Paróquia de Azinheira dos Barros-Lousal, recordada no passado dia 31 de Julho, e o empréstimo da magnífica pintura de S. Jorge combatendo o dragão, escolhida para motivo desta Exposição;
Quero agradecer ainda ao Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, pela cedência da custódia que passará a integrar esta Exposição, embora não seja possível visualizá-la hoje. Em breve será possível;
Uma outra palavra de agradecimento quero também dirigi-la aos cristãos, às empresas, aos particulares, aos amigos mais ou menos praticantes, que também se envolveram e nos apoiaram. Muito obrigado.
O esforço em prol do património de Grândola, porém, não terminou, deixo-vos, por isso, um apelo. Depois do restauro integral da Capela das Almas e de um conjunto de estatuária, que ainda não nos foi entregue na totalidade, é nosso desejo prosseguir o restauro do telhado da Matriz e dos demais quatro altares. Para o efeito, já consultámos quatro empresas da especialidade, devendo agora passar à fase do estudo das propostas e da decisão sobre as mesmas. A vossa ajuda, amigos, é essencial para prosseguirmos este projecto, uma vez que, a Paróquia, por si própria, não tem capacidade, e só o vosso apoio permitiu que tivéssemos investido até ao momento na salvaguarda e valorização do nosso património cerca de 150 mil Euros.
Ao terminar esta minha intervenção não poderia omitir o apoio que temos sentido do nosso Bispo, D. António Vitalino Dantas e, sobretudo, do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, na pessoa dos meus amigos e amigos de Grândola, o Prof. José António Falcão, a Dr.ª Sara Fonseca, o Senhor Cavalinhos, o Senhor José Guerreiro e o Senhor Barroca. Sem eles este dia não seria possível, desta forma que vamos poder testemunhar a seguir.
Muito obrigado.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
O Museu de Arte Sacra irá estar aberto ao público de Quarta-feira a Domingo, das 10:30 horas às 13:00 horas e das 14:30 horas às 18:00 horas.
No decorrer da sessão, a Diocese de Beja procedeu à entrega da condecoração Cruz de S. Sisenando, ao Dr. Hermann Reidl, Director dos Museus da Diocese de Ratisbona, na Baviera (Alemanha), é perito da Santa Sé para o património e é um dos maiores especialistas a nível da Europa, neste campo. A ele se deve em grande parte a Exposição Rosa Mystica, dedicada a Nossa Senhora, que teve lugar na Alemanha, na primeira década deste século, e que teve como imagem principal a Imagem de Nossa Senhora de Conceição, em Terracota, que se encontra no nosso Museu de Arte Sacra, pelo excelente trabalho em prol do património e da cultura.
Palavras do Rev. Padre Manuel António do Rosário:
* Ex.mo e Rev.mo Senhor D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja;
* Ex.mo Senhor, Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola;
* Ex.mo Prof. José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja;
* Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
* Ex.mos Senhores Vereadores;
* Ex.ma Senhora Presidente da Junta de Freguesia e Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia;
* Ex.mo Senhor Dr. Ceia da Silva, Presidente do Turismo do Alentejo;
* Ex.mo Senhor Eng. Vitor Silva, meu grande amigo;
* Ex.mo Senhor Dr. Hermann Reidl e família;
* Ex.ma Senhora Deputada Municipal Sónia Reis;
* Ex.mo Senhor Prof. Manuel Morão;
* Ex.mo Senhor Presidente da Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul;
* Ex.mo Senhor Presidente do Montepio Geral;
* Ex.mo Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Antoine Velge, Presidente da Fundação Velge e responsável da Sapec;
* Ex.mo Senhor Comandante dos Bombeiros Voluntários de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Germesindo;
* Ex.mo Senhor Manuel Gaio;
* Reverendos Sacerdotes aqui presentes, Cón.º Virgínio Tribanas, Pe. José Maria Coelho e Pe. Francisco Encarnação;
* Estimadas Instituições e Associações, forças vivas da comunidade grandolense, aqui representadas e perdoem-me não as enunciar todas;
* Comissões Fabriqueiras das Paróquias de Grândola, Santa Margarida da Serra e de Azinheira dos Barros-Lousal;
* Ex.mos Jornalistas aqui presentes;
* Caríssimos cristãos destas três Paróquias que me estão confiadas;
* Minhas Senhoras e meus Senhores.
A instalação de uma colecção permanente com peças de Grândola, Santa Margarida da Serra e Lousal, na Igreja de S. Sebastião, Museu de Arte Sacra, coroa o esforço feito aquando da Exposição Locus Jacobi, tal como tive ocasião de referir no dia 5 de Fevereiro e concretiza um sonho, que Deus quer e que, por isso, se torna hoje realidade.
Este dia é também de grande importância porque nos permitirá conhecer visualizando, através de uma viagem à nossa memória colectiva, as raízes profundamente cristãs das nossas comunidades, desde a sua génese até à actualidade, reflectidas em arte que louva a Deus e eleva o espírito humano para o belo, para o transcendente.
O despertar da memória colectiva parece-me ser, aliás, um valor crucial nestes tempos que correm, pois, um povo sem memória, não tem futuro, é órfão de uma identidade própria e, por isso, deixar-se-á facilmente diluir por aparências de modernidade e desenvolvimento, e pelo imediatismo que ameaça deixar-nos mais superficiais, materialistas e pobres.
Mas este dia, atrevo-me também a dizer, responsabiliza-nos a todos na preservação, valorização e segurança deste património. De facto, são muitas as ameaças que pairam hoje sobre ele, oriundas de diferentes campos, e a tentação de o esconder em vez de o mostrar é muito grande, como compreenderão. Hesitámos, pois, sobre o que fazer, mas optámos por aquilo que nos pareceu mais correcto e benéfico para todos, na certeza de que contaremos com o vosso apoio e o vosso empenho.
Este momento é de igual modo adequado para agradecer os apoios que tivemos ao longo de todo este processo.
A primeira palavra deve ser dirigida ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Beato, apoiante entusiasta desde a primeira hora. Mas não gostaria de omitir aqui o papel dos Senhores Vereadores, nomeadamente da Senhora Vereadora Graça Nunes, dos técnicos e dos funcionários do Município, e permitam-me salientar a Eng. Paula Brito, a Dr.ª Isabel Revez, a Dr.ª Célia Costa, o Dr. Jorge Rodrigues e as equipas por eles chefiadas. Quero ainda salientar e agradecer ao Senhor Libânio, ao Senhor Arnaldo e aos trabalhadores do Município que foram imprescindíveis neste projecto;
Uma palavra deve ser dirigida à Sapec e quero fazê-lo na pessoa do Dr. Antoine Velge, a quem devemos a doação da Igreja do Lousal à Paróquia de Azinheira dos Barros-Lousal, recordada no passado dia 31 de Julho, e o empréstimo da magnífica pintura de S. Jorge combatendo o dragão, escolhida para motivo desta Exposição;
Quero agradecer ainda ao Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, pela cedência da custódia que passará a integrar esta Exposição, embora não seja possível visualizá-la hoje. Em breve será possível;
Uma outra palavra de agradecimento quero também dirigi-la aos cristãos, às empresas, aos particulares, aos amigos mais ou menos praticantes, que também se envolveram e nos apoiaram. Muito obrigado.
O esforço em prol do património de Grândola, porém, não terminou, deixo-vos, por isso, um apelo. Depois do restauro integral da Capela das Almas e de um conjunto de estatuária, que ainda não nos foi entregue na totalidade, é nosso desejo prosseguir o restauro do telhado da Matriz e dos demais quatro altares. Para o efeito, já consultámos quatro empresas da especialidade, devendo agora passar à fase do estudo das propostas e da decisão sobre as mesmas. A vossa ajuda, amigos, é essencial para prosseguirmos este projecto, uma vez que, a Paróquia, por si própria, não tem capacidade, e só o vosso apoio permitiu que tivéssemos investido até ao momento na salvaguarda e valorização do nosso património cerca de 150 mil Euros.
Ao terminar esta minha intervenção não poderia omitir o apoio que temos sentido do nosso Bispo, D. António Vitalino Dantas e, sobretudo, do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, na pessoa dos meus amigos e amigos de Grândola, o Prof. José António Falcão, a Dr.ª Sara Fonseca, o Senhor Cavalinhos, o Senhor José Guerreiro e o Senhor Barroca. Sem eles este dia não seria possível, desta forma que vamos poder testemunhar a seguir.
Muito obrigado.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
O Museu de Arte Sacra irá estar aberto ao público de Quarta-feira a Domingo, das 10:30 horas às 13:00 horas e das 14:30 horas às 18:00 horas.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Celebração da doação da igreja do Lousal
A igreja de S. Jorge do Lousal, construída pela SAPEC, por ordem do senhor Frederic Velge, director da mina, à meia centena de anos, foi doada à paróquia de Azinheira de Barros.
No dia 31 de Julho de 2011, realizou-se uma cerimónia de celebração desse acto, com a presença de várias entidades, entre as quais o presidente da Câmara Municipal de Grândola, Dr. Carlos Beato.
sábado, 30 de julho de 2011
Passeio da Paróquia em 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Cultura: Mais de 15 mil espectadores assistiram ao Festival Terras Sem Sombra, diz responsável
Beja, 12 jul 2011 (Ecclesia) – O responsável pelo festival de música sacra Terras Sem Sombra estima em mais de 15 mil o número de espectadores na iniciativa organizada pela Igreja Católica no Baixo Alentejo, entre 19 de março e 9 de julho.
Em declarações prestadas hoje à Agência ECCLESIA, o diretor do Departamento do Património Histórico e Artístico da diocese de Beja (DPHA), José António Falcão, fez um balanço “francamente positivo” da adesão aos concertos, conferências, visitas guiadas e ações no terreno em prol da salvaguarda da biodiversidade”.
“Com pena nossa tivemos de deixar centenas de interessados à porta das igrejas, mesmo sabendo que alguns dos monumentos levam até 900 pessoas”, referiu o arquiteto, acrescentando que a “grande cobertura” da imprensa levou o festival a um “público muito mais alargado”.
A atenção dada à proteção da natureza tornou-se “uma das dimensões mais importantes” da iniciativa, através de ações que envolveram “músicos, intérpretes, diretores e compositores”, juntamente com instituições representativas das comunidades locais, como “autarquias, escolas e paróquias”.
José António Falcão sublinhou a vertente “pedagógica” destes eventos: “Os artistas estão sempre na vanguarda. Quando um músico importante ajuda humildemente a salvar a natureza, as outras pessoas são sensibilizadas por isso”.
“Foi tocante ver o maestro Marcello Panni, um senhor com mais de 70 anos e um dos diretores de orquestra mais importantes do mundo, a retirar carga térmica do mato e a colocar estacas”, assinalou o responsável, que também recordou a participação dos italianos do Coro de Verona num dia de chuva e com os pés enterrados na lama.
O Ministério da Cultura cortou em 2010 as verbas ao festival, forçando a organização a procurar alternativas nas autarquias, entidades ligadas ao turismo, empresas e particulares, conseguindo, com “orgulho”, que mais de metade do financiamento fosse assegurado pela “sociedade civil do interior do Alentejo”.
A “partilha do património religioso” é um dos eixos do festival, pelo que os responsáveis têm recusado convites para apresentar concertos em salas de espetáculos, castelos ou espaços com maior capacidade.
Além de promover a economia do Baixo Alentejo, o Terras Sem Sombra não esquece a “evangelização”, que passa pelo “diálogo aberto e ecuménico entre fé e cultura”.
“Estamos numa ponte entre a Igreja e a sociedade”, explicou José António Falcão, que acentuou igualmente a importância dada à relação entre “criação contemporânea” e a “grande tradição musical da Igreja”.
O programa de 2012 vai ser apreciado na quinta-feira pelo bispo de Beja, D. António Vitalino, mas já se sabe que o diretor musical, o italiano Paolo Pinamonti, vai continuar ligado ao festival, depois de ter sido recentemente escolhido para dirigir o Teatro da Zarzuela, em Madrid, considerada uma das mais importantes “casas de ópera” da Europa e a principal de Espanha.
As prioridades do DPHA para 2011-2012 incluem a “valorização do Caminho de Santiago e do fenómeno das peregrinações”, a realização de “ações piloto em localidades mais isoladas” para estimular a autoestima das populações, e a aposta no trabalho de artistas da região, prevendo-se a criação de uma galeria de arte na capela de Nossa Senhora do Rosário, em Beja, cuja reabilitação começa hoje.
O Festival Terras Sem Sombra decorreu em sete igrejas da diocese de Beja, cuja sede está situada 180 km a sudeste de Lisboa.
RM
Em declarações prestadas hoje à Agência ECCLESIA, o diretor do Departamento do Património Histórico e Artístico da diocese de Beja (DPHA), José António Falcão, fez um balanço “francamente positivo” da adesão aos concertos, conferências, visitas guiadas e ações no terreno em prol da salvaguarda da biodiversidade”.
“Com pena nossa tivemos de deixar centenas de interessados à porta das igrejas, mesmo sabendo que alguns dos monumentos levam até 900 pessoas”, referiu o arquiteto, acrescentando que a “grande cobertura” da imprensa levou o festival a um “público muito mais alargado”.
A atenção dada à proteção da natureza tornou-se “uma das dimensões mais importantes” da iniciativa, através de ações que envolveram “músicos, intérpretes, diretores e compositores”, juntamente com instituições representativas das comunidades locais, como “autarquias, escolas e paróquias”.
José António Falcão sublinhou a vertente “pedagógica” destes eventos: “Os artistas estão sempre na vanguarda. Quando um músico importante ajuda humildemente a salvar a natureza, as outras pessoas são sensibilizadas por isso”.
“Foi tocante ver o maestro Marcello Panni, um senhor com mais de 70 anos e um dos diretores de orquestra mais importantes do mundo, a retirar carga térmica do mato e a colocar estacas”, assinalou o responsável, que também recordou a participação dos italianos do Coro de Verona num dia de chuva e com os pés enterrados na lama.
O Ministério da Cultura cortou em 2010 as verbas ao festival, forçando a organização a procurar alternativas nas autarquias, entidades ligadas ao turismo, empresas e particulares, conseguindo, com “orgulho”, que mais de metade do financiamento fosse assegurado pela “sociedade civil do interior do Alentejo”.
A “partilha do património religioso” é um dos eixos do festival, pelo que os responsáveis têm recusado convites para apresentar concertos em salas de espetáculos, castelos ou espaços com maior capacidade.
Além de promover a economia do Baixo Alentejo, o Terras Sem Sombra não esquece a “evangelização”, que passa pelo “diálogo aberto e ecuménico entre fé e cultura”.
“Estamos numa ponte entre a Igreja e a sociedade”, explicou José António Falcão, que acentuou igualmente a importância dada à relação entre “criação contemporânea” e a “grande tradição musical da Igreja”.
O programa de 2012 vai ser apreciado na quinta-feira pelo bispo de Beja, D. António Vitalino, mas já se sabe que o diretor musical, o italiano Paolo Pinamonti, vai continuar ligado ao festival, depois de ter sido recentemente escolhido para dirigir o Teatro da Zarzuela, em Madrid, considerada uma das mais importantes “casas de ópera” da Europa e a principal de Espanha.
As prioridades do DPHA para 2011-2012 incluem a “valorização do Caminho de Santiago e do fenómeno das peregrinações”, a realização de “ações piloto em localidades mais isoladas” para estimular a autoestima das populações, e a aposta no trabalho de artistas da região, prevendo-se a criação de uma galeria de arte na capela de Nossa Senhora do Rosário, em Beja, cuja reabilitação começa hoje.
O Festival Terras Sem Sombra decorreu em sete igrejas da diocese de Beja, cuja sede está situada 180 km a sudeste de Lisboa.
RM
in ECCLESIA
domingo, 26 de junho de 2011
Celebração da Confirmação em Grândola
A igreja matriz de Grândola foi hoje palco da consagração do sacramento da Confirmação a um grupo de 45 paroquianos de Grândola, Lousal, Azinheira de Barros, Alcácer do Sal e Torrão.
O sacramento da Confirmação é administrado nos nossos dias ainda um pouco como no tempo dos apóstolos. O bispo - ou o seu representante autorizado - estende as mãos sobre o confirmando e invoca para ele o dom do Espírito Santo. Depois impõe a cada um as mãos, chama-o pelo seu nome e diz: "Recebe por este sinal o dom do Espírito Santo." Ao mesmo tempo unge a fronte do confirmando com o santo crisma, marcando-o assim com o sinal do Espírito Santo, a fim de que se conheça a quem pertence, do mesmo modo como se conheciam os escravos com a marca do seu amo. Os confirmandos renovam as suas promessas baptismais e recitam a profissão de fé da Igreja.
Na Igreja ocidental, a Confirmação é administrada aos jovens como "sacramento da maturidade cristã", dado que, ao serem baptizados em crianças, foram os pais e padrinhos que pronunciaram a profissão de fé. Agora que começam a viver e a agir de forma independente, pronunciam eles próprios o seu "sim" à comunidade de fé que os integrou pelo Baptismo.
- Dizem sim a Cristo e proclamam a sua disponibilidade para com Ele, assim como a vontade de não negar a sua fé.
- Declaram o seu consentimento para se comprometerem em favor da Igreja e para ajudarem os seus irmãos e irmãs.
Tal como o Baptismo, a Confirmação imprime também à alma um carácter espiritual, um selo indelével; é por isso que não podemos receber este sacramento mais do que uma vez. O dom do Espírito Santo torna aquele que o recebe capaz de converter-se em "sal da terra e luz do mundo" (Mt 5,13-14), de testemunhar Jesus Cristo, através da sua vida e dos seus actos, de tal modo que todos pensem: é um cristão que fala e age como tal.
Cremos no Espírito Santo que nos capacita a viver sem violência, a ir junto dos pobres, a comprometer-nos com os fracos, a servir a Deus. Cremos no Espírito de Jesus Cristo que nos impulsiona a viver como irmãos, a mudar os nossos hábitos, a reparar os prejuízos e a criar a esperança até que todos compreendam que somos filhos e filhas de Deus. |
Á celebração seguiu-se um almoço partilhado no salão paroquial.
Fotos de José Cardoso
Fotos de Cláudio Tomé
Fotos de Cláudio Tomé
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Primeira Comunhão em Grândola
Em Eucaristia celebrada pelas 16:00 horas, na igreja matriz de Grândola, no dia 23 de Junho de 2011, dia do Corpo de Deus, mais um grupo de paroquianos realizou a sua Primeira Comunhão.
A primeira comunhão é uma celebração, cerimónia de algumas denominações cristãs, nomeadamente da Igreja Católica Apostólica Romana, em que os cristãos participantes desta cerimónia recebem pela primeira vez o "Corpo e Sangue de sob a forma de pão e vinho", respectivamente (hóstia). Esta celebração também se chama de "Primeira Eucaristia" visto que os participantes recebem pela primeira vez o sacramento de Eucaristia. Após esta cerimónia, eles passam a poderem receber a Eucaristia, uma das celebrações centrais da Igreja Cristã.
Fotos de Paula Costa
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