Integrado no Festival Terras Sem Sombra, a organização tem promovido, nos dias seguintes aos concertos, acções de promoção da colaboração na recuperação da natureza.
Na manhã do dia 19 de Junho de 2011, realizou-se uma acção de salvaguarda das matas de sobreiros na Herdade das Barradas da Serra, Grândola, organizada pela equipa do Festival Terras Sem Sombra.
A iniciativa, desenvolvida com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, além do município e da paróquia de Grândola, teve como convidados Irene Lima e Armando Sevinate Pinto, assessor da Presidência da República para o mundo rural e também presidente do conselho de curadores do Festival.
A ação de defesa do ambiente conta ainda com a colaboração do World Wild Fund, Instituto Superior de Agronomia, Faculdade de Ciências de Lisboa, Confederação dos Agricultores de Portugal, Associação de Produtores Florestais do Vale do Sado, Associação Portuguesa da Cortiça e Corticeira Amorim.
A acção contou com a presença de crianças de algumas escolas do concelho, que ouviram os ensinamentos dos técnicos ambientais presentes, bem como algumas palavras do assessor da Presidência da República, Armando Sevinate Pinto.
O primeiro ninho de tubo de cortiça a ser colocado foi benzido pelo Pároco da Paróquia de Grândola, Pe. Manuel António do Rosário.
As Festas de Nossa Senhora da Penha em 2011 encerraram hoje com mais um grande espectáculo musical!
Nada mais nada menos do que a Cantata a Nossa Senhora da Conceição, com letra da Dra. Fernanda Seno Cardeira Alves Valente e música do Maestro Dr. António Cartageno, composta para as celebrações dos 350 anos da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal (1646 -1996).
FICHA TÉCNICA:
TÍTULO - Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal - Cantata para solistas, coro e orquestra
MÚSICA - Maestro Dr. António Cartageno
LETRA - Dra. Fernanda Seno Cardeira Alves Valente (+ 19.05.96)
COROS
Coral Galpenergia - Maestro: Pedro Ramos
Coral Vozes da Vidigueira - Maestro: Manuel Lula
Coro do Carmo de Beja - Maestro: Pe. António Cartageno
Coro do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, secção de Castro Verde
MAESTRO - Jaime Branco
SOLISTAS - Ângela Silva e Daniel Paixão
ORQUESTRA
Associação "Quarteto Barroco Litoral"
Eborae Mvsica, Conservatório Regional de Évora (cordas): Maestro Luís Rufo
REALIZAÇÃO - Comissão de Festas Nossa Senhora da Penha (Paróquia) e Câmara Municipal de Grândola
APRESENTAÇÕES ANTERIORES DA CANTATA
Vila Viçosa (estreia em 09 de Junho de 1996);
Beja;
Évora (2 vezes);
Faro
INTRODUÇÃO
Depois de ter lido o texto de Fernanda Seno, a pouco e pouco começou a ser claro no meu espírito que ele podia ser dividido em quatro partes distintas mas complementares. Esta divisão, que acabou por prevalecer, é da minha inteira responsabilidade e determinou a concepção da obra musical.
PÓRTICO - É como que o pano de fundo, a apresentação do ambiente em que se desenvolve toda a temática proposta: foi depois de Portugal ter reconquistado a sua independência e liberdade que o Rei D. João IV "proclamou a Imaculada venerável Padroeira desta Pátria restaurada". A música procura sublinhar precisamente essa ideia duma Pátria livre que, pelo seu Rei, escolheu a Imaculada Conceição como Padroeira.
I PARTE - Este gesto do Rei é como que prolongado no tempo: a provisão régia em que D. João IV "tomou por Padroeira dos seus Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição", comprometeu também os seus descendentes a prestar vassalagem Áquela que, desde então, passou a ser Rainha de Portugal. Esta parte, muito breve, termina com o Coro que, em polifonia contrapontística, saúda a Senhora em nome de Portugal: "Ave, Maria!"
II PARTE - Esta é a parte central da Cantata. Uma pergunta: "Quem é esta aos pés de quem se ajoelham soberanos?" constitui o fio condutor. escrito em forma de "fuga" é repetido várias vezes, ora num tom ora noutro, ora em maior ora em menor, ora todo ora em parte. A cada pergunta que se vai sucedendo há sempre uma resposta nova, onde se vai fazendo o elogio de Maria:
Maria a anunciada pelos Profetas,
Maria a escolhida para Mãe do Salvador,
Maria na tradição e na história de Portugal, desde os primórdios da nacionalidade até Fátima,
Maria Mãe de Deus e Mãe da Humanidade...
Esta segunda parte termina como a primeira, retomando a mesma saudação festiva: "Ave, Maria!"
III PARTE - Imaginei a parte final muito serena e contemplativa. Já que literalmente se retomam as palavras iniciais, procedi analogamente com a música. Mais adiante, vem uma referência ao Alentejo ("Olha o Alentejo, vê-se peregrina..."), que me sugeriu um breve trecho inspirado no estilo musical dos cantos melismáticos e lentos da vasta planície. Então, chegado aqui, não resisti a incluir na Cantata uma melodia alentejana escrita pelo saudoso Pe. António Marvão e com a colaboração textual do Pe. António Aparício, precisamente dedicada a Nossa Senhora da Conceição, à qual dei um tratamento polifónico. Parecia-me legítimo fazê-lo: não incluiu J. S. Bach nas suas cantatas tantos corais populares? E depois, não estamos nós no Alentejo?
Ao contrário do que é habitual, a Cantata não termina num "forte" apoteótico. Eu imaginei que "o coro sagrado da eterna harmonia" devia louvar a Virgem duma forma singela e quase discreta. Como quem contempla a Imaculada e levanta humildemente as mãos para murmurar uma oração.
É este, afinal, o objectivo da Cantata: celebrar um significativo acontecimento da nossa História Pátria, louvar e exaltar Maria, como o souberam fazer os nossos antepassados, contribuir pastoralmente para que a devoção mariana se afervire nos cristãos do Alentejo e de Portugal, numa palavra: rezar Maria. Deus permita que este trabalho contribua para tal.
Louvada seja a Virgem Senhora da Conceição!
Pe. António Cartageno
O serão iniciou-se com algumas palavras do Pe. Manuel António, Pároco de Grândola: a) Ex.mo e Rev.mo Senhor D. António Vitalino, Bispo de Beja;
b) Ex.mo e Rev.mo Senhor D. José Alves, Arcebispo de Évora;
c) Ex.mo Senhor Vice-Presidente do Município de Grândola, Eng. Aníbal Cordeiro, em representação do Senhor Presidente, Dr. Carlos Beato;
d) Ex.ma Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Grândola;
e) Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia de Grândola;
f) Ex.mo Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola;
g) Estimado Maestro Pe. António Cartageno, meu grande amigo;
h) Caríssimos Maestros, Cantores e Músicos: do Coral Galpenergia, do Coro do Carmo, de Beja, do Coral Vozes da Vidigueira, do Coro do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Secção de Castro Verde, do Quarteto Barroco Litoral, da SMFOG, Música Velha, de Grândola, do Conservatório Regional de Évora, Eborae Musica Muito obrigado pela vossa presença e participação nesta Cantata;
i) Ex.ma Senhora Prof. Helena Zuber, Directora do Eborae Musica, Conservatório Regional de Évora;
j) Estimados Solistas: Mafalda Vasques, Joana Valente, Sofia Lemos, Daniel Paixão e Jaime Branco, Maestro e também Solista;
l) Reverendos Padres das Dioceses de Beja e Évora aqui presentes;
m) Demais Autoridades;
n) Senhora Presidente da Cáritas Diocesana de Beja;
o) Representantes de Grupos, Instituições e Associações aqui presentes;
p) Minhas senhoras e meus senhores, estimado público.
É para mim motivo de renovada honra e de grande alegria, enquanto Pároco de Grândola, poder dirigir-vos algumas breves mas necessárias palavras, antes de podermos usufruir do privilégio de escutar, contemplar e experimentar música de altíssima qualidade, saída da pena daquele que é justamente considerado um dos maiores compositores de música sacra em Portugal: o Pe. António Cartageno, para quem peço desde já uma grande salva de palmas. O ano passado, por motivos de saúde não foi possível tê-lo connosco, por se encontrar no Hospital de Beja. Pois foi precisamente aí que nasceu o projecto de trazer a Grândola esta obra extraordinária, mas infelizmente já um pouco esquecida: a Cantata a Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal. Esperemos que Grândola contribua para a relançar em novas apresentações pelo nosso País.
Não poderia deixar passar esta ocasião sem dirigir, em nome da Paróquia, uma palavra de agradecimento ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Dr. Carlos Beato, ausente por se encontrar fora do nosso País. Quero tributar-lhe um público agradecimento pelo seu envolvimento nas Festas da Penha e, especialmente, na Cantata, que, sem o seu empenho, não seria possível ter trazido a Grândola. Neste agradecimento quero também incluir o Sr. Vice-Presidente, que hoje o representa, os Senhores Vereadores, os Técnicos e todos os funcionários do nosso Município que, como não me tenho cansado de referir noutras ocasiões, zelam e se envolvem para que tudo decorra com a máxima dignidade e exemplar qualidade que merecem. Muito obrigado.
O nosso muito obrigado também ao Montepio Geral e ao seu Presidente Dr. Tomás Correia, nosso bom amigo e a quem tanto devemos, e à Fundação Herdade da Comporta, que mais uma vez nos apoia.
Agradeço também aos nossos técnicos de som e luz, da Empresa CFSOM, e aos técnicos da Câmara aqui em serviço, bem como a todos aqueles que nos bastidores não se têm poupado a esforços para que tudo decorra da melhor forma e esta noite possamos usufruir desta Cantata. Muito obrigado.
Minhas Senhoras e meus Senhores:
Termino com as palavras do Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica e gran-chanceler do Pontifício Instituto de Música Sacra, de Roma, palavras recentemente proferidas: “Muitas coisas belas sobre a música sacra foram escritas por Ratzinger antes de ser Papa. Agora saiu uma opera omnia de Ratzinger, e em Itália saiu um volume justamente sobre a liturgia, com 200 páginas sobre música sacra. São coisas muito belas. Com razão, Bento XVI sublinha que a música sacra tem que nos levar para outro mundo, para uma nostalgia do transcendente. Não é mero som que nos tira da realidade. O Papa afirma que quando se perde esse horizonte transcendente da vida humana, tudo se reduz ao terreno, mesmo a música e a profundidade do pensamento. A música tem que abrir espaço para o transcendente.”
É isto que nós vamos aqui experimentar nesta Cantata, saída da inspiração da poetisa Fernanda Seno, e da espiritualidade, harmonia e beleza do Maestro Pe. António Cartageno.
Muito obrigado e boa noite.
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário
Mais palavras seriam insuficientes para descrever o que sentiu o público que encheu o pavilhão do Parque de Feiras e Exposições de Grândola. Ficam as imagens...
O dia começou cedo com a partida de membros do Grupo de Pedestrianismo Caminheiros de Grândola, caminhando a pé para a serra de Grândola, pouco depois seguiam-se os escuteiros e mais alguns pedestres.
Pouco depois das 10:00 horas partia a procissão automóvel, com a imagem de Nossa Senhora da Penha, da igreja matriz de Grândola para a Capela da Penha, situada na serra de Grândola.
Chegada a imagem à sua capela celebrou-se a eucaristia dominical, durante a qual a chuva caíu com alguma força, fazendo temer pela realização da procissão, ao ar livre, em redor da capela.
Mas mais uma vez até o tempo ajudou, e, apesar de algumas ameaças de chuva, a procissão realizou-se normalmente.
Após a procissão realizou-se o leilão de ofertas, basicamente, bolos, mel e azeite...
Seguiu-se o almoço partilhado, para, às 15:00 horas, os devotos voltarem a juntar-se na capela para a recitação do Rosário, com a particularidade que cada dezena era da responsabilidade de um movimento da paróquia.
O dia terminou com um baile abrilhantado pelos artistas António Cardoso e Noémia Duarte.
O programa das festividades de Nossa Senhora da Penha em 2011, previa a realização na Praça da República de um espectáculo musical com a actuação de vários grupos, a que se seguiria fogo de artifício (preso), terminando a noite com um baile.
Mas diz a voz do povo que 'o homem põe e Deus dispõe'...
As previsões de más condições climatéricas obrigaram a transferência destes eventos para um dos pavilhões do recinto de feiras de Grândola.
O espectáculo musical bastante animando, decorreu com as actuações do Grupo 'Falta Um', do cantor Dino Alexandre, do Rancho Folclórico '5 Estrelas de Abril', do Trio Maravilha, do cantor Nelo Charrua e do Rancho Folclórico da Queimada.
Seguiu-se o fogo de artifício (preso), apresentado no recinto de feiras, e por fim o baile com o acordeonista Mário Neves.
Hoje realizou-se em Grândola uma missa festiva seguida da procissão das rosas com a imagem de Nossa Senhora da Penha, integradas nas festividades de homenagem à padroeira do concelho de Grândola.
As más previsões climatéricas, forçaram a alterações quanto aos locais de realização de todas as actividades agendadas para o dia, a missa prevista para a Praça da República, foi uma das actividades que teve a sua localização alterada, neste caso para a igreja matriz, que se revelou pequena para acolher tantos devotos.
Felizmente no decorrer da procissão, os devotos foram beneficiados pela acalmia do tempo, o que permitiu que a mesma decorresse sem maiores obstáculos de que algumas viaturas mal estacionadas.
A eucaristia foi presidida pelo Padre Vitor Melícias, que também pregou o sermão no fim da procissão.
A organização das Festas de Nossa Senhora da Penha em 2011, proporcionou mais um serão musical no Cine Granadeiro.
Mais uma vez um cartaz repleto de artistas locais...
A noite começou com Ilda Maria, no acordeão, seguiu-se o Grupo Coral Polifónico "Vozes de Grândola".
Depois veio a surpresa da noite, Santana, um dos componentes do Grupo Coral Polifónico "Vozes de Grândola" e aluno da escola de violas da Universidade Sénior de Grândola, apresentou uma canção com letra da esposa e música do próprio.
De seguida apresentaram-se o Grupo Coral e Etnográfico COOP, e as Escolas de Viola 1 e 2 da Paróquia de Grândola.
Numa noite em que a lotação do Cine Granadeiro esgotou, revelando a cada vez maior adesão da população as estas iniciativas, as actuações em palco, talvez empolgadas por uma tão grande e atenta plateia, foram de registo.