terça-feira, 23 de agosto de 2011

Inauguração do Museu de Arte Sacra de Grândola

No dia 23 de Agosto de 2011, realizou-se a inauguração do Museu de Arte Sacra de Grândola. A cerimónia iniciou-se pelas 19:00 horas com uma sessão no Cine-Teatro Grandolense, em que participaram: D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja; Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola; Professor José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja; Pe. Manuel António do Rosário, Pároco de Grândola.

No decorrer da sessão, a Diocese de Beja procedeu à entrega da condecoração Cruz de S. Sisenando, ao Dr. Hermann Reidl, Director dos Museus da Diocese de Ratisbona, na Baviera (Alemanha), é perito da Santa Sé para o património e é um dos maiores especialistas a nível da Europa, neste campo. A ele se deve em grande parte a Exposição Rosa Mystica, dedicada a Nossa Senhora, que teve lugar na Alemanha, na primeira década deste século, e que teve como imagem principal a Imagem de Nossa Senhora de Conceição, em Terracota, que se encontra no nosso Museu de Arte Sacra, pelo excelente trabalho em prol do património e da cultura.

Palavras do Rev. Padre Manuel António do Rosário:

* Ex.mo e Rev.mo Senhor D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja;
* Ex.mo Senhor, Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola;
* Ex.mo Prof. José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja;
* Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
* Ex.mos Senhores Vereadores;
* Ex.ma Senhora Presidente da Junta de Freguesia e Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia;
* Ex.mo Senhor Dr. Ceia da Silva, Presidente do Turismo do Alentejo;
* Ex.mo Senhor Eng. Vitor Silva, meu grande amigo;
* Ex.mo Senhor Dr. Hermann Reidl e família;
* Ex.ma Senhora Deputada Municipal Sónia Reis;
* Ex.mo Senhor Prof. Manuel Morão;
* Ex.mo Senhor Presidente da Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul;
* Ex.mo Senhor Presidente do Montepio Geral;
* Ex.mo Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Antoine Velge, Presidente da Fundação Velge e responsável da Sapec;
* Ex.mo Senhor Comandante dos Bombeiros Voluntários de Grândola;
* Ex.mo Senhor Dr. Germesindo;
* Ex.mo Senhor Manuel Gaio;
* Reverendos Sacerdotes aqui presentes, Cón.º Virgínio Tribanas, Pe. José Maria Coelho e Pe. Francisco Encarnação;
* Estimadas Instituições e Associações, forças vivas da comunidade grandolense, aqui representadas e perdoem-me não as enunciar todas;
* Comissões Fabriqueiras das Paróquias de Grândola, Santa Margarida da Serra e de Azinheira dos Barros-Lousal;
* Ex.mos Jornalistas aqui presentes;
* Caríssimos cristãos destas três Paróquias que me estão confiadas;
* Minhas Senhoras e meus Senhores.

A instalação de uma colecção permanente com peças de Grândola, Santa Margarida da Serra e Lousal, na Igreja de S. Sebastião, Museu de Arte Sacra, coroa o esforço feito aquando da Exposição Locus Jacobi, tal como tive ocasião de referir no dia 5 de Fevereiro e concretiza um sonho, que Deus quer e que, por isso, se torna hoje realidade.

Este dia é também de grande importância porque nos permitirá conhecer visualizando, através de uma viagem à nossa memória colectiva, as raízes profundamente cristãs das nossas comunidades, desde a sua génese até à actualidade, reflectidas em arte que louva a Deus e eleva o espírito humano para o belo, para o transcendente.

O despertar da memória colectiva parece-me ser, aliás, um valor crucial nestes tempos que correm, pois, um povo sem memória, não tem futuro, é órfão de uma identidade própria e, por isso, deixar-se-á facilmente diluir por aparências de modernidade e desenvolvimento, e pelo imediatismo que ameaça deixar-nos mais superficiais, materialistas e pobres.

Mas este dia, atrevo-me também a dizer, responsabiliza-nos a todos na preservação, valorização e segurança deste património. De facto, são muitas as ameaças que pairam hoje sobre ele, oriundas de diferentes campos, e a tentação de o esconder em vez de o mostrar é muito grande, como compreenderão. Hesitámos, pois, sobre o que fazer, mas optámos por aquilo que nos pareceu mais correcto e benéfico para todos, na certeza de que contaremos com o vosso apoio e o vosso empenho.

Este momento é de igual modo adequado para agradecer os apoios que tivemos ao longo de todo este processo.

A primeira palavra deve ser dirigida ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Beato, apoiante entusiasta desde a primeira hora. Mas não gostaria de omitir aqui o papel dos Senhores Vereadores, nomeadamente da Senhora Vereadora Graça Nunes, dos técnicos e dos funcionários do Município, e permitam-me salientar a Eng. Paula Brito, a Dr.ª Isabel Revez, a Dr.ª Célia Costa, o Dr. Jorge Rodrigues e as equipas por eles chefiadas. Quero ainda salientar e agradecer ao Senhor Libânio, ao Senhor Arnaldo e aos trabalhadores do Município que foram imprescindíveis neste projecto;

Uma palavra deve ser dirigida à Sapec e quero fazê-lo na pessoa do Dr. Antoine Velge, a quem devemos a doação da Igreja do Lousal à Paróquia de Azinheira dos Barros-Lousal, recordada no passado dia 31 de Julho, e o empréstimo da magnífica pintura de S. Jorge combatendo o dragão, escolhida para motivo desta Exposição;

Quero agradecer ainda ao Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, pela cedência da custódia que passará a integrar esta Exposição, embora não seja possível visualizá-la hoje. Em breve será possível;

Uma outra palavra de agradecimento quero também dirigi-la aos cristãos, às empresas, aos particulares, aos amigos mais ou menos praticantes, que também se envolveram e nos apoiaram. Muito obrigado.

O esforço em prol do património de Grândola, porém, não terminou, deixo-vos, por isso, um apelo. Depois do restauro integral da Capela das Almas e de um conjunto de estatuária, que ainda não nos foi entregue na totalidade, é nosso desejo prosseguir o restauro do telhado da Matriz e dos demais quatro altares. Para o efeito, já consultámos quatro empresas da especialidade, devendo agora passar à fase do estudo das propostas e da decisão sobre as mesmas. A vossa ajuda, amigos, é essencial para prosseguirmos este projecto, uma vez que, a Paróquia, por si própria, não tem capacidade, e só o vosso apoio permitiu que tivéssemos investido até ao momento na salvaguarda e valorização do nosso património cerca de 150 mil Euros.

Ao terminar esta minha intervenção não poderia omitir o apoio que temos sentido do nosso Bispo, D. António Vitalino Dantas e, sobretudo, do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, na pessoa dos meus amigos e amigos de Grândola, o Prof. José António Falcão, a Dr.ª Sara Fonseca, o Senhor Cavalinhos, o Senhor José Guerreiro e o Senhor Barroca. Sem eles este dia não seria possível, desta forma que vamos poder testemunhar a seguir.

Muito obrigado.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário

O Museu de Arte Sacra irá estar aberto ao público de Quarta-feira a Domingo, das 10:30 horas às 13:00 horas e das 14:30 horas às 18:00 horas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Celebração da doação da igreja do Lousal

A igreja de S. Jorge do Lousal, construída pela SAPEC, por ordem do senhor Frederic Velge, director da mina, à meia centena de anos, foi doada à paróquia de Azinheira de Barros.

No dia 31 de Julho de 2011, realizou-se uma cerimónia de celebração desse acto, com a presença de várias entidades, entre as quais o presidente da Câmara Municipal de Grândola, Dr. Carlos Beato.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cultura: Mais de 15 mil espectadores assistiram ao Festival Terras Sem Sombra, diz responsável

Beja, 12 jul 2011 (Ecclesia) – O responsável pelo festival de música sacra Terras Sem Sombra estima em mais de 15 mil o número de espectadores na iniciativa organizada pela Igreja Católica no Baixo Alentejo, entre 19 de março e 9 de julho.

Em declarações prestadas hoje à Agência ECCLESIA, o diretor do Departamento do Património Histórico e Artístico da diocese de Beja (DPHA), José António Falcão, fez um balanço “francamente positivo” da adesão aos concertos, conferências, visitas guiadas e ações no terreno em prol da salvaguarda da biodiversidade”.

“Com pena nossa tivemos de deixar centenas de interessados à porta das igrejas, mesmo sabendo que alguns dos monumentos levam até 900 pessoas”, referiu o arquiteto, acrescentando que a “grande cobertura” da imprensa levou o festival a um “público muito mais alargado”.

A atenção dada à proteção da natureza tornou-se “uma das dimensões mais importantes” da iniciativa, através de ações que envolveram “músicos, intérpretes, diretores e compositores”, juntamente com instituições representativas das comunidades locais, como “autarquias, escolas e paróquias”.

José António Falcão sublinhou a vertente “pedagógica” destes eventos: “Os artistas estão sempre na vanguarda. Quando um músico importante ajuda humildemente a salvar a natureza, as outras pessoas são sensibilizadas por isso”.

“Foi tocante ver o maestro Marcello Panni, um senhor com mais de 70 anos e um dos diretores de orquestra mais importantes do mundo, a retirar carga térmica do mato e a colocar estacas”, assinalou o responsável, que também recordou a participação dos italianos do Coro de Verona num dia de chuva e com os pés enterrados na lama.

O Ministério da Cultura cortou em 2010 as verbas ao festival, forçando a organização a procurar alternativas nas autarquias, entidades ligadas ao turismo, empresas e particulares, conseguindo, com “orgulho”, que mais de metade do financiamento fosse assegurado pela “sociedade civil do interior do Alentejo”.

A “partilha do património religioso” é um dos eixos do festival, pelo que os responsáveis têm recusado convites para apresentar concertos em salas de espetáculos, castelos ou espaços com maior capacidade.

Além de promover a economia do Baixo Alentejo, o Terras Sem Sombra não esquece a “evangelização”, que passa pelo “diálogo aberto e ecuménico entre fé e cultura”.

“Estamos numa ponte entre a Igreja e a sociedade”, explicou José António Falcão, que acentuou igualmente a importância dada à relação entre “criação contemporânea” e a “grande tradição musical da Igreja”.

O programa de 2012 vai ser apreciado na quinta-feira pelo bispo de Beja, D. António Vitalino, mas já se sabe que o diretor musical, o italiano Paolo Pinamonti, vai continuar ligado ao festival, depois de ter sido recentemente escolhido para dirigir o Teatro da Zarzuela, em Madrid, considerada uma das mais importantes “casas de ópera” da Europa e a principal de Espanha.

As prioridades do DPHA para 2011-2012 incluem a “valorização do Caminho de Santiago e do fenómeno das peregrinações”, a realização de “ações piloto em localidades mais isoladas” para estimular a autoestima das populações, e a aposta no trabalho de artistas da região, prevendo-se a criação de uma galeria de arte na capela de Nossa Senhora do Rosário, em Beja, cuja reabilitação começa hoje.

O Festival Terras Sem Sombra decorreu em sete igrejas da diocese de Beja, cuja sede está situada 180 km a sudeste de Lisboa.

RM
in ECCLESIA

domingo, 26 de junho de 2011

Celebração da Confirmação em Grândola

A igreja matriz de Grândola foi hoje palco da consagração do sacramento da Confirmação a um grupo de 45 paroquianos de Grândola, Lousal, Azinheira de Barros, Alcácer do Sal e Torrão.

O sacramento da Confirmação é administrado nos nossos dias ainda um pouco como no tempo dos apóstolos. O bispo - ou o seu representante autorizado - estende as mãos sobre o confirmando e invoca para ele o dom do Espírito Santo. Depois impõe a cada um as mãos, chama-o pelo seu nome e diz: "Recebe por este sinal o dom do Espírito Santo." Ao mesmo tempo unge a fronte do confirmando com o santo crisma, marcando-o assim com o sinal do Espírito Santo, a fim de que se conheça a quem pertence, do mesmo modo como se conheciam os escravos com a marca do seu amo. Os confirmandos renovam as suas promessas baptismais e recitam a profissão de fé da Igreja.
Na Igreja ocidental, a Confirmação é administrada aos jovens como "sacramento da maturidade cristã", dado que, ao serem baptizados em crianças, foram os pais e padrinhos que pronunciaram a profissão de fé. Agora que começam a viver e a agir de forma independente, pronunciam eles próprios o seu "sim" à comunidade de fé que os integrou pelo Baptismo.
  • Dizem sim a Cristo e proclamam a sua disponibilidade para com Ele, assim como a vontade de não negar a sua fé.
  • Declaram o seu consentimento para se comprometerem em favor da Igreja e para ajudarem os seus irmãos e irmãs.
Tal como o Baptismo, a Confirmação imprime também à alma um carácter espiritual, um selo indelével; é por isso que não podemos receber este sacramento mais do que uma vez. O dom do Espírito Santo torna aquele que o recebe capaz de converter-se em "sal da terra e luz do mundo" (Mt 5,13-14), de testemunhar Jesus Cristo, através da sua vida e dos seus actos, de tal modo que todos pensem: é um cristão que fala e age como tal.

Cremos no Espírito Santo
que nos capacita
a viver sem violência,
a ir junto dos pobres,
a comprometer-nos com os fracos,
a servir a Deus.
Cremos no Espírito de Jesus Cristo
que nos impulsiona a viver como irmãos,
a mudar os nossos hábitos,
a reparar os prejuízos
e a criar a esperança até
que todos compreendam
que somos filhos e filhas de Deus.

Á celebração seguiu-se um almoço partilhado no salão paroquial.

Fotos de José Cardoso
Fotos de Cláudio Tomé
Fotos de Cláudio Tomé

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Primeira Comunhão em Grândola

Em Eucaristia celebrada pelas 16:00 horas, na igreja matriz de Grândola, no dia 23 de Junho de 2011, dia do Corpo de Deus, mais um grupo de paroquianos realizou a sua Primeira Comunhão.

A primeira comunhão é uma celebração, cerimónia de algumas denominações cristãs, nomeadamente da Igreja Católica Apostólica Romana, em que os cristãos participantes desta cerimónia recebem pela primeira vez o "Corpo e Sangue de sob a forma de pão e vinho", respectivamente (hóstia). Esta celebração também se chama de "Primeira Eucaristia" visto que os participantes recebem pela primeira vez o sacramento de Eucaristia. Após esta cerimónia, eles passam a poderem receber a Eucaristia, uma das celebrações centrais da Igreja Cristã.

Fotos de Paula Costa

domingo, 19 de junho de 2011

Festival Terras Sem Sombra - O montado de sobro, um sistema agro-florestal

Integrado no Festival Terras Sem Sombra, a organização tem promovido, nos dias seguintes aos concertos, acções de promoção da colaboração na recuperação da natureza.

Na manhã do dia 19 de Junho de 2011, realizou-se uma acção de salvaguarda das matas de sobreiros na Herdade das Barradas da Serra, Grândola, organizada pela equipa do Festival Terras Sem Sombra.

A iniciativa, desenvolvida com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, além do município e da paróquia de Grândola, teve como convidados Irene Lima e Armando Sevinate Pinto, assessor da Presidência da República para o mundo rural e também presidente do conselho de curadores do Festival.

A ação de defesa do ambiente conta ainda com a colaboração do World Wild Fund, Instituto Superior de Agronomia, Faculdade de Ciências de Lisboa, Confederação dos Agricultores de Portugal, Associação de Produtores Florestais do Vale do Sado, Associação Portuguesa da Cortiça e Corticeira Amorim.

A acção contou com a presença de crianças de algumas escolas do concelho, que ouviram os ensinamentos dos técnicos ambientais presentes, bem como algumas palavras do assessor da Presidência da República, Armando Sevinate Pinto.

O primeiro ninho de tubo de cortiça a ser colocado foi benzido pelo Pároco da Paróquia de Grândola, Pe. Manuel António do Rosário.