domingo, 8 de julho de 2012

Prémio Internacional Terras sem Sombra

Pelas 18:30 horas do dia 07 de Julho, o Cine-Granadeiro, em Grândola, foi palco da sessão de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra 2012.

Com a presença do Dr. Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro, do Eng. Sevinate Pinho, em representação do Presidente da República, de D. António Vitalino, Bispo de Beja, do Dr. Carlos Beato, Presidente da Câmara Municipal de Grândola, e de muitos outros convidados e público em geral, procedeu-se à entrega de três prémios nas áreas da Música, do Património Cultural e da Biodiversidade.

Os homenageados foram:
  • Na Música, Dimitra Theodossiou, uma das vozes mais importantes da cena actual, destacando-se como intérprete das obras de Giacomo Verdi e de outros mestres cimeiros do belcanto. A sua carreira como soprano levou-a a pisar os grandes palcos do mundo, cativando o público pela excelência técnica e pelo virtuosismo expressivo. Apontada pela crítica como "uma digníssima sucessora de Maria Callas", granjearam-lhe enorme fama as interpretações de Norma, Lucrécia Bórgia e outros papéis de referência no universo operático. Visita assídua no nosso país, após uma Traviata no Teatro Nacional de São Carlos, em 2002, debutou com grande êxito nos papéis de Lina do Stíffelio, de Verdi (2004), sob a batuta de Donato Renzetti, e de Medeia na ópera homónima de Cherubini (2005). Cantou igualmente, sempre em São Carlos, a Desdémona do Otello, de Verdi (2005), e a Messa da Requiem, do mesmo compositor (2007).
  • No Património Cultural, Maria Helena Mendes Pinto, conservadora jubilada do Museu Nacional de Arte Antiga, sobressai no panorama da história da arte pelos seus estudos pioneiros no âmbito do mobiliário português e da arte luso-oriental, com destaque para o indo-português e o nipo-português. Grande conhecedora das artes decorativas portuguesas e da história da presença dos Portugueses no Oriente, organizou a secção de Mobiliário do M.N.A.A., comissariou importantes exposições, dentro e fora das nossas fronteiras, e promoveu a criação de museus em Portugal e na Índia (nomeadamente em Goa e em Cochim). Museóloga de larga experiência, soube associar sempre ao trabalho de investigação uma notável capacidade de intervenção no campo da organização e preservação dos acervos, contribuindo para a formação de várias gerações de conservadores de museus. É consultora do Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian.
  • Na Biodiversidade, Miguel Ángel Simón, biólogo da Junta de Andaluzia, dedicou grande parte da carreira à gestão das áreas protegidas, reservas de caça e projectos de conservação da natureza. Tem levado a cabo um trabalho fundamental em prol da salvaguarda de espécies em risco de extinção - com destaque para o lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo, coordenando o projecto que visa recuperar a sua distribuição histórica em Espanha e Portugal. O diálogo com actores locais (proprietários, caçadores, associações) tem sido uma chave para o sucesso da iniciativa, que recorre a métodos inovadores, desde a cria em cativeiro ao estudo das interacções entre espécies e paisagem. Dirigiu os programas de conservação do quebra-ossos, do abutre-do-Egipto e do lobo da Andaluzia. Desenvolveu igualmente planos de luta contra o envenenamento das espécies e a conservação de zonas áridas.
A sessão terminou com uma excelente actuação de Dimitra Theodossiou.




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